Saudações amigos,
Hoje gostaria de divulgar um pequena entrevista que fiz com o grande Agnaldo (vocal) da banda Serpent Rise. A Serpent Rise foi a primeira banda de doom metal que tive a oportunidade de ver ao vivo no festival BHRIF na cidade de Belo Horizonte em 1994 ao lado do Anathema.
Recentemente foi anunciado o retorno as atividades com a atual formação:
Luís Henrique (Bateria), Agnaldo Gomes (vocal). Júlio Wojciechowski (Guitarra/Baixo/Teclados).
1 - A demo Anastenárides foi lançada no ano de
1994 e foi um trabalho amplamente divulgado no underground na época rendendo
bons frutos a banda. Conte-nos como foi o processo de criação e divulgação
desse trabalho?
Bom no ano de 1992 , eu (Agnaldo) e o Júlio estávamos tocando em uma banda
Death/Doom chamada Garbage, tínhamos algumas composições prontas, mas houve um
racha na formação e optamos por seguir adiante com outra banda, porém, uma
banda com sonoridade mais pesada e lenta.
Criamos no começo de 1993 a banda Serpent Rise, focamos na composição de
mais alguns sons que juntamente com outros que vieram da época da Garbage
formariam a demo tape “Anastenarides”. A
primeira demo tape da Serpent Rise foi gravada entre os meses de janeiro e
fevereiro de 1994. Como eu e o Júlio somos crias dos anos 80, vivenciamos todo
aquele movimento underground da época e como bom tape traders a gente trouxe
essa essência pra Serpent Rise naquela época.
A “Anastenarides”, enquanto era distribuída pela banda, não teve uma
copia sequer vendida, nós apenas pedíamos que nos enviassem uma fita k7 virgem
mais sete selos para retornarmos por carta registrada. Não sei precisar ao certo quantas copias
foram distribuídas, mas rodamos o mundo através dessa demo tape !
2 - Como foi a experiência vivida pela banda em participar
do festival B.H.R.I.F em Belo
Horizonte em 1994 e dividir o palco com a banda inglesa Anathema (que na época
divulgava o álbum Serenades)?
Então... Isso rolou em 1994 e já se passaram vinte e três anos, porém, continua
muito vivo na gente. Naquela época eu
trabalhava de vendedor em uma loja de LP´s, aqui em Santa Maria, e recebíamos
os lançamentos direto da cogumelo e numa dessas entregas veio um folder falando
sobre o festival e falando sobre como inscrever a banda, porém, quando o
informativo chegou aqui as inscrições haviam encerrado, mas eu não desisti e
telefonei pra alguem da produção e expliquei o que tinha acontecido e pedi para
nos darem uma chance de enviar nossa demo tape.
O pedido foi aceito e me lembro que desliguei o telefone, peguei uma
demo tape, um release xerocado, coloquei dentro de um envelope, abandonei a
loja e me fui correndo até o correio pra mandar a carta. Confesso que não tinha esperança alguma de
ser escolhido, até que um tempinho depois, na loja, eu recebi um gigantesco fax
dizendo que havíamos sido escolhidos para tocar no B.H.R.I.F na mesma noite que
o Dorsal Atlântica e o Anathema ! Cara,
hoje a ficha já caiu, mas naquela época éramos seis moleques sem noção de que
estavam representando uma “cena” Doom , porém, a gente foi lá e representou
bem.
3 - Conte-nos como foi ter uma música incluída na coletânea
“The Wings of a New Milleniun” da extinta gravadora mineira Demise Records.
Apesar de não ser uma faixa inédita foi muito bom ter participado da coletânea.
4 - Em 1998 foi lançado pela Megahard records o álbum “Gathered
By...” como foi a divulgação do álbum e também como aconteceu a
participação da banda na coletânea da Revista Lucifer Rising com uma música
deste álbum?
Bom, para quem ainda não sabe , o álbum “Gathered by...kharma” foi gravado em 1996 , porém, só foi lançado
em 1998. A Megahard lançou o álbum, mas em termos de divulgação, promoção, ela
deixou a desejar e acreditamos que ele poderia ter atingido bem mais resultados
positivos. Quanto a faixa que fez parte
da coletânea da revista Lucifer Rising, ela é do “Gathered by...”, sim. Um grande amigo pessoal nosso foi quem
intermediou essa participação e ficamos muito honrados de estar nas páginas de
uma publicação importantíssima para a cena brasileira.
5 - Levando em consideração que a banda foi formada em 1993
e recentemente anunciou à volta a atividade. Como vocês analisam a cena doom
metal nos dias atuais?
Muito boa ! Hoje você tem mais festivais, shows, direcionados apenas para o
estilo. Hoje há publicações digitais
voltadas apenas para o estilo. Assim
como selos e distros. Mais bandas
lançando registros físicos de suas produções.
6 - O doom metal mundial está em ascensão, baseado nisso
quais são as bandas (nacionais/internacionais) que chamam mais a atenção da
Serpent Rise e por quê?
Buenas, todas as bandas nos chamam atenção !
Ouvimos todos os materiais , ou sons, que cruzam nosso caminho. Apoiamos e apreciamos todas as bandas, porque
estamos todos no mesmo barco.
7 - Existe algum projeto que visa relançar a discografia da
banda? E material novo?
No momento estamos trabalhando em seis, ou sete, novas canções que estarão no
segundo álbum da Serpent Rise e se tudo correr como planejamos , nós vamos
gravar e lançar este novo trabalho antes do final deste ano(2017). Sobre
relançar os matérias antigos há uma grande possibilidade que isso aconteça,
porém, não para este ano.
8 - Para finalizar gostaria de agradecer a oportunidade e
deixo o espaço para a banda dar o seu recado!
Agradecemos ao amigo Luiz Toledo pelo espaço cedido no Blog DOOM METAL MINEIRO, obrigado! Para todos que
apreciam o estilo, sintam-se livres para fazerem contato com a gente, pois
responderemos tão breve seja possível.
Lançamentos da banda:
Demo
Tape-“Anastenarides” (1994)
Promo Tape- “Travellin’ free...”(1995)
CD-“Gathered by... Kharma”(1998)
CD-“Anastenarides”+”Travellin’ free...”(2005)
EP-“Euphoric waves of melancholy”(2008)



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